Acesso Reservado: O OUTEIRO DAS TRÊS CABEÇAS, de Elsa Leal

unnamedTítulo: O Outeiro das Três Cabeças
Autora:
Elsa Leal

Nota da autora: O Outeiro das Três Cabeças é um conto com um sabor muito especial para mim.
Depois de algumas tentativas de escrita frustradas (e frustrantes) para perceber em que género da FC & F me inseria, foi com a escrita deste conto que “me encontrei” dentro do Realismo Mágico e, desde então, nunca mais de lá saí.

Decidi publicá-lo na minha página do Smashwords no início deste ano, mas a primeira versão foi escrita para a sessão de Junho de 2013 ainda para o grupo da Trëma. O conto foi sendo depois trabalhado de acordo com as críticas/sugestões recebidas pelo grupo até chegar ao formato actual.

É passado num sítio remoto do alentejo profundo. Se este existe ou não, deixo à consideração da imaginação de cada um. As minhas raízes sulistas dizem-me que há por aí muitos sítios mágicos cheios de pessoas especiais. Pessoalmente, prefiro acreditar que sim.

Excerto:

«Belinda Sofisma parou para olhar a paisagem à sua frente enquanto aproveitava para retomar o fôlego.

A planície árida estava fugazmente salpicada de arbustos ressequidos e não havia qualquer abrigo onde pudesse descansar à sombra. Resignando-se, suspirou e continuou a sua caminhada. O sol estava no seu ponto mais alto e o calor era tanto que o ar parecia ondular à sua frente.

Reteve-se repentinamente na berma da estrada de terra batida e colocou uma das mãos em pala à frente dos olhos, semicerrando-os para tentar ver melhor. Ao longe, sobre um outeiro, erguia-se uma grande árvore.

“Boa,”, pensou “estou quase lá!”.

Retomou o caminho, tentando ignorar as bolhas que povoavam os seus pés descalços, e andou rapidamente naquela direcção. O suor escorria-lhe pelo corpo todo quando lá chegou, mas o coração batia acelerado com a expectativa.

“A árvore das Três Cabeças!”, exclamou, triunfante. Chegara finalmente ao seu destino.

De olhos arregalados fitou a árvore à sua frente, absorvendo a maravilha de a ver pela primeira vez.

O tronco era bastante largo e retorcido, cheio de reentrâncias que pareciam ocultar segredos centenários, tão antigos como ela própria. Apesar de ser Verão, os ramos não tinham qualquer folha, como se fossem apenas longos braços encarquilhados pelo tempo, a querer abraçar o céu. Em tudo se assemelhava a uma árvore normal, a não ser pelo facto de dos seus ramos penderem três cabeças.»

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