O Chui leu: A FILHA DO PAPA, de Luis Miguel Rocha

Filha do Papa

Título original: A Filha do Papa
Autor: Luis Miguel Rocha
Série: Vaticano, #4
Publicado por: Porto Editora
Ano da edição: 2015
Páginas: 432

Sinopse: Será o antissemitismo a verdadeira razão para o Papa Pio XII não ter sido beatificado?Quando Niklas, um jovem padre, é raptado, ninguém imagina que esse acontecimento é apenas o início de uma grande conspiração que tem como objetivo acabar com um dos segredos mais bem guardados do Vaticano – a filha do Papa Pio XII.

Rafael, um agente da Santa Sé fiel à sua Igreja e à sua fé, tem como missão descobrir quem se esconde por detrás de todos os crimes que se sucedem e evitar a todo o custo que algo aconteça à filha do Papa.

Conseguirá Rafael ser uma vez mais bem-sucedido? Ou desta vez a Igreja Católica não será poupada?

Veredicto (de Elsa Leal): Foi uma boa descoberta e que tenho pena de não ter feito mais cedo. Tal como tenho pena de não ter começado pelo primeiro livro onde aparecem alguns dos personagens, mas tal não tira a capacidade ao leitor de compreender a história.
Estamos perante um policial, aliás, um bom policial, onde os capítulos curtos e de ritmo alucinante ainda assim não caem no estilo de padrão americanizado que está tão em voga entre os autores de best-sellers.
Vamo-nos deparando com um narrador externo que nos vai dando a conhecer diversos momentos da acção, tecendo uma teia, aparentemente desconexa, entre os vários acontecimentos. E se no início aparentam não ter uma ligação, é porque o autor consegue não ser óbvio, nem cair em lugares comuns.
O final é surpreendente e aquilo que tenho mais pena do que não ter lido os volumes anteriores, é de não ter a oportunidade de ler um possível seguimento, já que o autor faleceu de forma precoce.
A única parte menos boa a apontar – e nem sequer é um defeito – é a quantidade de info dump em certos momentos do livro. Ainda assim, tendo em conta que o enredo anda à volta do processo de canonização de um Papa, cuja história de vida só é conhecida até determinado ponto, não é de admirar que fosse necessário fazê-lo. É uma tarefa complicada, que exige que se pense bem até que ponto pode ser o narrador a fazê-lo, correndo-se o risco de tornar o texto demasiado massudo e até académico. Por outro lado, conseguir fazê-lo através do diálogo é arriscado, já que pode sair demasiado forçado. Houve aqui neste livro momentos melhor conseguidos do que outros, mas no geral estamos perante uma obra bem escrita.
Definitivamente, recomendo.

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