Agente Rui Bastos à Paisana #1

Cabe-me a mim, como representante do grupo presente nas apresentações do livro “Nos Limites do Infinito”, falar um bocadinho sobre este que foi o dia do primeiro lançamento – em papel – de Rui Bastos, o ex-membro mais novo do grupo!
A Editorial Divergência tem vindo a insurgir-se neste meio e tem apostado em várias pessoas, na maioria jovem autores, para lançar, até agora, três livros. Aos poucos nota-se uma tendência de afirmação neste núcleo que existe do fantástico em Portugal, e em português.
Desta vez temos o resultado de uma parceria com o blog FLAMES de onde nasce esta antologia “Nos Limites do Infinito” onde figuram os nomes de Ana Luiz, Ângelo Teodoro, João Rogaciano, Ricardo Dias, Rui Bastos e Yves Robert.
As apresentações foram mediadas pelo editor Pedro Cipriano e cada um dos autores falou um pouco sobre o seu conto. Houve sempre abertura para algumas questões da audiência até porque em ambas as sessões o ambiente era de pouca gente e quase familiar.
Falemos então dos dois lançamentos, no mesmo dia, 18 de Dezembro, primeiro em Lisboa, depois em Torres Vedras.

Lisboa, Biblioteca de São Lázaro: 14h30

2015-12-19 14.47.09

Muitas das pessoas que ali foram para este lançamento não conheciam o espaço desta biblioteca, eu incluída. Acontece que entre Intendente e Martim Moniz, nesta bela biblioteca, está escondida uma sala digna de nota, lindíssima, e onde a Editorial Divergência faz os lançamentos sempre que pode. Um sítio a visitar mais tarde, sem dúvida.
Neste lançamento estiveram presentes todos os autores à excepção de Ricardo Dias, que infelizmente não pode comparecer. Depois, metade da audiência, se não mais do que isso, era aqui do nosso Rui – e onde se incluía Luís Filipe Silva diga-se de passagem. Quando chegado à altura de falar não conseguiu evitar o lado engraçado (se para esconder os nervos ou não fica em segredo) mas acabou por ser o ponto mais descontraído da mesa.
Enquanto os outros autores falavam do bom que era serem aceites para uma antologia da Editorial Divergência, o Rui pedia desculpa por estarmos ali, íamos ao engano e não valia a pena, pelo menos não por ele. O certo é que as críticas que já saíram dão-no como um dos autores mais interessantes e com mais potencial para crescer e revelar todo o trabalho e talento que ainda não foi dado a conhecer ao mundo.
Perguntas do público, compra de livros e respectivos autógrafos, sempre no meio de muita conversa e curiosidade por contos e autores, e assim se finalizou a primeira sessão. Outra se seguiria.

Torres Vedras, Junta de Freguesia de S. Maria, S. Pedro e Matacães: 18h

2015-12-19 18.31.14

Com chuva farta, algum fresquinho do fim do dia e já alguma fome pré-jantar, veio a segunda sessão do lançamento.
Numa sala diferente, embora igualmente arranjadinha e ideal para o evento, já estiveram presentes apenas o Rui, a Ana Cristina Luiz e o Ângelo Teodoro, com o editor a abrir as hostes. Se na primeira sessão havia predominância para o público chamado pelo Rui, desta vez a maioria ia para o autor daquelas bandas, Ângelo Teodoro.
A sessão seguiu os mesmo moldes da primeira embora com um ambiente mais familiar talvez, mas os discursos foram semelhantes. Sinopses de cada um dos contos e um apanhado geral de como é ser publicado, publicar na Divergência e quais os processos de criação de histórias e/ou personagens.
Fazendo um apanhado geral do dia e da prestação do Rui neste primeiro lançamento diria que não podia ter corrido muito melhor. O Rui manteve a sua postura descontraída, brincalhona e muito própria de si mesmo. Não se deixou levar pelo momento para começar a agir como “um autor”, agiu como ele próprio, falou do que sabia e fazia, sem cair em facilitismos, modas ou politicamente correctos. À lá Rui!
De referir, por último, o grande, e merecido destaque que ele próprio deu a ter entrado para o Grupo da Trëma: a influência tanto do Polícia Bom como do Polícia Mau, o que já cresceu na escrita desde essa altura, e também a importância aqui do grupo que em todo o seu esplendor continua a dar-lhe na cabeça mensalmente e o obriga a repensar, a refazer mas, essencialmente, a melhorar (situação que despertou invejas, diga-se aqui à parte onde ninguém nos ouve). Nas palavras dele, este conto, “A Colina que olha para ti”, é também fruto desse grande trabalho de criação e revisão, e é a prova de que vale a pena e de que dá frutos.
Parabéns Rui! É completamente merecido e é o resultado do teu bom trabalho. É apenas o primeiro de muitos, e estarei – e estaremos – lá nos próximos, mais que não seja para gozar com a tua cara!

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