O Chui leu: O ASSASSINATO DE ROGER ACKROYD, de Agatha Christie

O Assassinato de Roger Ackroyd

Título: O Assassinato de Roger Ackroyd
Título original: 
The Murder of Roger Ackroyd
Autor: Agatha Christie
Publicado por: RBA Coleccionables
Ano da edição: 2008
Páginas: 239

Sinopse: Roger Ackroyd sabia de mais. Sabia que a mulher que amava envenenara o primeiro marido, um homem extremamente violento, e suspeitava que ela era vítima de chantagem. Agora, que as trágicas notícias sobre a sua morte apontavam para um suícidio por overdose, eram muitas as perguntas que pareciam não ter resposta. Mas quando pensava estar perante as primeiras pistas sobre o caso, Ackroyd ver-se-ia envolvido num homicídio brutal: o seu! O Dr. Sheppard, médico da aldeia, fala então com o vizinho, um detective reformado que escolhera o campo para passar tranquilamente os seus últimos anos de vida. A escolha não podia ser mais acertada pois o pacato vizinho era nem mais nem menos que o belga Hercule Poirot… (via Goodreads)

Veredicto (de Rui Bastos): Existem autores excepcionais e existem livros excepcionais. Os segundos nem sempre são escritos pelos primeiros, da mesma forma que os primeiros não só escrevem só os segundos. A verdadeira magia, se quiserem, acontece quando ambas as coisas se encontram. Um escritor excepcional a escrever um livro excepcional. Ou como neste caso, escritora.

Agatha Christie não é propriamente uma estranha a livros excepcionais, e eu já li a maior parte da sua obra, mas este foi daqueles que mais me marcou. A história em si é relativamente banal, diga-se, mas a forma ganha-me a atenção e com uma facilidade ridícula.

Imaginem um Hercule Poirot reformado e uma história em que ele é apenas uma personagem periférica. Não há Hastings à vista, e todos os acontecimentos são narrados por uma outra personagem, algo raríssimo nas histórias do detective com cabeça de ovo. Mas essa narração é excepcional, e se algum dia for preciso convencer alguém da mestria literária da autora, este é o livro ideal e o argumento final. Depois disto, não há discussão.

E a melhor parte vem no fim, quando se dá o já esperado plot twist que contorce completamente as nossas expectativas. A revelação afinal, a de quem é o assassino, é digna de tudo e mais alguma coisa, e dá uma dimensão diferente a tudo aquilo que lemos desde a primeira página.

Se querem ficar a conhecer a autora, aconselho-vos a começarem por aqui, para ficarem deslumbrados, mas talvez seja melhor verem outras coisas primeiro. É que a partir deste, e tirando o As Dez Figuras Negras, é sempre a descer… Embora o pior que Christie conseguiu fazer é ser apenas “óptimo”. Mas não interessa. Leiam que não se vão arrepender.

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