O Chui leu: BATALHA, de David Soares

BatalhaTítulo: Batalha
Autor: David Soares
Publicado por: Saída de Emergência
Ano da edição: 2011
Páginas: 200

Sinopse: Em Batalha, David Soares apresenta uma história em que os animais são protagonistas. Passado no início do século XV, Batalha é um romance sombrio, filosófico e comovente, que observa o fenómeno religioso do ponto de vista dos animais e especula sobre o que significa ser-se humano.
Batalha, a ratazana, procura por sentido, numa viagem arrojada que a levará até ao local de construção do Mosteiro de Santa Maria da Vitória, o derradeiro projecto do mestre arquitecto Afonso Domingues.
Entre o romance fantástico e a alegoria hermética, Batalha cruza, com sensibilidade e sofisticação, o encantamento das fábulas com o estilo negro do autor.

Veredicto (de Joel G. Gomes): Antes de ler este livro julgava que David Soares era um autor demasiado preso a um estilo sempre muito negro, violento e macabro. Os seus romances anteriores, assim como os seus contos, transmitiam muito essa ideia. Batalha foi uma obra que veio provar o contrário sem que no entanto precisasse de se desviar da linha criativa a que sempre habituara os seus leitores. Arrisco até dizer que terá contribuído para atrair novos leitores. Quer dizer, não é bem arriscar, é mais ter a certeza. Partilhei este livro com algumas pessoas que não são fãs da escrita do David Soares e não houve quem não gostasse – mas não ao ponto de depois quererem ler Mostra-me a tua espinha. 

O grande apelo de Batalha é a universalidade do tema e a forma como o autor escolhe abordar esse tema é fulcral para o sucesso da história. Recordo-me de assistir ao lançamento deste livro e de o autor mencionar que queria mostrar o que era a religião (uma “invenção do Homem”) aos olhos de uma personagem não-humana (uma ratazana, ainda por cima). A escolha deste animal em detrimento de outros mais puros não terá sido feita ao acaso. Dada a sua “origem” divina, a religião é tida sempre como algo puro, mas por ser uma “invenção” do Homem, essa pureza é um pouco aldrabada. David Soares serve-se de uma ratazana, um animal tido como nojento, para falar de crença, de pureza e de fé e consegue demonstrar que uma capa feia muitas vezes esconde uma linda história.

(Nota: Para que não haja equívocos, a capa de Batalha não é feia, bem pelo contrário.)

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