Acesso Reservado: PORQUE VOS FOSTES MINHAS CARAVELAS?, de Elsa Leal

Título (provisório): Porque vos fostes minhas caravelas?
Autora: Elsa Leal

Nota da autora: Este conto fez parte de um dos desafios mensais para a sessão de há um ano atrás. O mote foi dado pela Sandra M. Pinto e o desafio era escrever algo sob a inspiração da frase “Porque vos fostes minhas caravelas?”, de um poema de Camilo Pessanha.
O título é provisório, pela simples razão de que ainda não o revi.
Foi escrito em 3 dias.
Depois de semanas a fio sem qualquer vontade de escrever algo de novo, tinha começado a ler “Uma Nova Enciclopédia Universal da Infâmia” do Rhys Hughes e dei por mim a ter uma pequena ideia para o conto daquele mês, porque detesto deixar ficar desafios por responder. Coisas pendentes fazem-me comichão, pronto!
Resultado: parei a primeira revisão do “Defeito de Fabrico” (que está em fase final de acabamentos para ser publicado muito em breve, by the way) e estive três dias mergulhada na loucura que me saiu no final.
Não estou a tentar comparar nada do que escrevi com um génio como o dele. Isso seria uma loucura ainda maior do que aquilo que me saiu para o conto. Mas o simples facto de me fazer inspirar dá-lhe pontos extra.
Foi o primeiro contacto que tive com uma visão interior um pouco mais cinematográfica, se assim lhe podemos chamar. Foi também das únicas coisas que escrevi num registo mais leve e mais cómico.
Numa altura em que tenho andado às voltas com a questão da escrita de um guião, embora em “modo amador”, creio que só agora me apercebo da imagética que tive ao escrever o conto. Na minha cabeça, isto passa-se numa espécie de documentário, filmando alternadamente os personagens que falam para o leitor/espectador, ao mesmo tempo que a acção se desenrola.
Espero conseguir realmente chegar à revisão dele dentro em breve e fazer deste pequeno desvario alguma coisa de jeito.

Excerto: 

«António Silva era um cidadão comum. Quer dizer, não exactamente comum, mas uma pessoa normal, vá. A não ser pelo facto de ter um machado espetado na cabeça. E de ninguém, em Vagas de Cima, a não ser o João Sousa o conseguir ver.
João Sousa era outro cidadão comum. Dono da taberna local, era o único que via António Silva, mas ninguém acreditava na sua palavra. Afinal o Silva – Toni, para os amigos – tinha morrido havia dez anos, depois de uma noite épica na vila. E quem estava morto desaparecia para sempre, certo?
Além disso, o que é que o Sousa tinha de tão especial que mais ninguém tinha? Não, ninguém acreditava nele. Era melhor assim.»

Podem ler a versão completa (em fase de rascunho, há que deixar isso bem claro) no link abaixo:

Porque vos fostes minhas caravelas_de Elsa Leal

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