O Chui leu: DICIONÁRIO DE LUGARES IMAGINÁRIOS, de Alberto Manguel e Gianni Guadalupi

20324536Título: Dicionário de Lugares Imaginários
Título original: Guía de lugares imaginarios
Autor: Alberto Manguel, Gianni Guadalupi
Publicado por: Tinta de China
Ano da edição: 2013
Páginas: 1040

Sinopse: Um guia indispensável para viajar na literatura. 1200 lugares, mais de 1000 páginas, de Atlântida a Xanadu, passando pelo Castelo, de Kafka, e pelo País das Maravilhas.
«É um velho costume marítimo que uma nova embarcação seja lançada ao mar com um pedido de bênção para si e para todos os seus tripulantes. Agora que o nosso Dicionário de Lugares Imaginários passará a navegar as desconhecidas águas de Portugal, também pedimos que o abençoem as almas generosas de intrépidos viajantes imaginários como Camões, Pessoa, Sophia de Mello Breyner, António Lobo Antunes. Eles entenderão, melhor do que ninguém, a honra que representa para uma obra como a nossa, de viagens a lugares sonhados, partilhar a estante com as crónicas dessas outras viagens a lugares que chamamos, sabe-se lá porquê, verdadeiros.» – Alberto Manguel.

Veredicto (por Júlia Pinheiro): Acho que qualquer amante de livros tem aquele(s) livro(s) que não trocaria por nada, e que na típica pergunta “Há uma inundação e só podes salvar um dos teus livros, qual é o que escolhes?” acaba por ser o final (se bem que essa é uma pergunta terrível, não só pelo cenário de horror que apresenta como pela escolha que ia ser difícil de lidar).

Eu neste momento tenho uns poucos de livros na lista dos “meninos dos meus olhos” e este que vos falo hoje é um deles. Mais, é a mais recente aquisição dessa lista.

A Tinta da China consegue ter o condão de fazer edições que deixam muita gente entre “Isto é tão bonito” e “Isto é tão caro”, e esta edição em especial, sempre me deixou de olhos brilhantes, com a sua capa dura e as suas páginas fininhas. Já para não falar do conteúdo que me deixava a sonhar.

E com todo o sentido, já que este livro é um Dicionário de Lugares Imaginários – o título não mente – e basicamente é o resultado da junção do conhecimento que se tem de vários dos locais criados na literatura.

Esta colecção é feita com regras, caso contrário a lista não caberia num só volume, e portanto foram eliminados lugares no futuro, foram eliminadas terras que tenham apenas um nome diferente mas que existam na realidade, e coisas do género. O resultado final são cerca de mil páginas do mais puro imaginário, com as informações directamente dadas pelos seus criadores (os comentários ou apreciações dos autores foram quase eliminadas, como faz sentido num dicionário).

Ainda não o li todo, até porque não é uma leitura para se fazer em “pego numa ponta e acabo na outra”, mas é delicioso chegar ao fim do dia, deitar-me na cama e viajar nas terras criadas por tamanhos génios que literatura já conheceu. Mais a mais, cada entrada tem a referência do livro de origem, o que está a aumentar a minha lista de livros a ler com alguma facilidade. Mas vale a pena!

É um livro fascinante, brilhante e que assenta que nem uma luva numa edição lindíssima como esta. Aconselho sem a mais pequena dúvida, especialmente para leitores ávidos.

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