Vistoria policial: CHARLIE JADE, de Chris Roland e Robert Wertheimer

charliejade_1Título: Charlie Jade
Ano: 2005
Uma série televisiva criada por: Chris Roland e Robert Wertheimer
Com: Jeffrey Pierce, Patricia McKenzie, Tyrone Benskin, Michael Filipowich
Género: Ficção Científica, Drama
Número de episódios: 20 (1 temporada)
Duração: 45 min. (aprox.)

Sinopse: While on a hunt for a woman with no identity, Detective Charlie Jade is shot into a strange parallel universe (Betaverse) when a facility that he is investigating explodes.

Charlie is from Alphaverse, a dystopian universe that is ruled by five mega corporations. Betaverse, the universe Charlie is initially sent to, corresponds to “our” reality. But there’s a third universe, the Gammaverse, an apparent Utopia that has an abundance of natural resources that Vex-Cor (one of the Alphaverse mega-corps) would like to exploit.

Veredicto (de Joel G. Gomes): Charlie Jade é uma série estranha, porém interessante. Começa por ser uma viagem a um tempo que me é estranho. Não que do ponto de vista geográfico a África do Sul de meados da década de 2000 me seja muito familiar, mas o ambiente que nos é mostrado faz mais lembrar um produto dos anos 90. Essa sensação é reforçada pelos planos de câmara, pelos ângulos, até mesmo pela banda sonora. Notem que não sou realizador, tenho noções básicas de linguagem cinematográfica e de música só sei ouvir; no entanto, sei não é preciso saber fazer para saber ver e ouvir.

Estranhezas à parte, Charlie Jade é uma daquelas séries que demora a encontrar o seu caminho. Começa com um arranque forte, só que depois perde-se um pouco pelos caminhos do seu próprio frenesim criativo. É a chatice de trabalhar com mundos paralelos: as hipóteses são tantas que o difícil às vezes é escolher. Do ponto de vista criativo pode ser estimulante, especialmente quando torna possível revisitar alguns dos problemas do nosso mundo através do olhar de alguém de fora. Infelizmente, quando não há ideias concretas do início ao fim, corre-se o sério risco do público perder o interesse. O público ou a estação. Tenho que admitir que foi com alguma relutância, quase tanta como a do protagonista, que assisti à série completa. E fi-lo só por uma razão: fui espreitar o final. Sim, é batota, mas se não fosse assim não teria passado dos primeiros episódios.

Há séries que demoram a encontrar o seu caminho, mas conseguem fazê-lo e singrar ao longo de várias temporadas. Charlie Jade, com alguma pena minha, não entrou nessa lista. É verdade que os últimos episódios da primeira temporada possuem ideias muito fortes (o último em particular é uma verdadeira rampa de lançamento para uma panóplia de histórias ainda mais diversificada e, ao mesmo tempo, mais coesas), só que chegaram tarde demais. E sem razão. Quem se der ao trabalho de pesquisar um pouco sobre esta série verificará que os criadores tinham ideias muito concretas sobre o que pretendiam fazer da segunda temporada em diante. Tivessem eles percebido isso mais cedo e talvez Charlie Jade tivesse tido a continuação que merecia.

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