O Chui leu: A VOZ, de Arnaldur Indridason

9789720045447Título original: Röddin
Título da edição portuguesa: A Voz
Autor: Arnaldur Indridason
Série: Inspector Erlunder, #5
Publicado por: Porto Editora
Ano da edição: 2011
Páginas: 304

Sinopse: Um grande hotel em Reykjavík, Islândia, está pronto para a festa de Natal. Quando a camareira desce até à cave para buscar o Papai Noel, no entanto, o que ela encontra é um cenário macabro: Gudlaugur, porteiro e zelador, está sobre a cama coberta de sangue.
Enquanto os funcionários do hotel tentam manter intacta a imagem do estabelecimento e turistas vivem o sonho de um Natal islandês, o inspector Erlendur Sveinsson investiga o assassinato.

Veredicto (de Joel G. Gomes): Corria o ano 2000 e estava eu numa aula de escrita para cinema quando o formador convidado daquela sessão disse qualquer coisa como «Os finlandeses são os melhores actores.», referindo-se à forma limpa de artificialismos com que estes se entregam ao papel. Segundo ele, a naturalidade é tanta que não vemos o actor a desempenhar o papel: vemos a personagem, que por acaso nos faz lembrar um determinado actor.

Lembrei-me deste momento assim que comecei a ler este livro. Da Finlândia à Islândia ainda é uma distância considerável , mas creio que é possível aplicar aqui esse princípio de naturalidade. Há qualquer coisa de inexplicavelmente belo na forma fria e crua com que as emoções são trabalhadas neste livro. A parte do crime está bem desenvolvida, com os habituais avanços e recuos, as testemunhas que se transformam em suspeitos, os suspeitos em vítimas, etc. mas além deste mistério que serve de mote à história, foi o trabalho com as personagens, sobretudo fora do enredo principal, que me fez virar páginas.

É um livro que, depois de lido, precisa de tempo para assentar. Não sei explicar porquê, mas no momento em que escrevo sobre ele, em que tento chamar à memória o que gostei e o que não gostei, começo a lembrar-me das histórias secundárias, das tramas que evocam momentos ocorridos noutros romances e tenho a sensação de gostar mais agora do que gostei quando li. Parece confuso? Talvez seja, mas é um facto que me sinto cada vez mais curioso em ler os primeiros quatro livros deste série.

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