Acesso reservado: LOTARIA, de Rui Bastos

Título (provisório): Lotaria
Autor: Rui Bastos

Nota de autor: Para quem não sabe, estou a acabar o mestrado, e com ele vem uma tese, que é para entregar dia 31 de Outubro. Como tal, já há algum tempo que ando a uma velocidade estonteante, sem tempo nem grande cabeça para quase nada. A primeira coisa a sofrer foi a escrita. Já lá vão uns… meses, desde a última vez em que me sentei a escrever uma história. Tudo mudou a semana passada. Sentei-me, e comecei a escrever algo. O início está já ali em baixo. Ainda nem o resto do grupo (excepto a Júlia, que quem manda lá em casa é ela) viu nada disto. Espero que toda a gente aprecie. Não vos digo é como é que surgiu a ideia, pois não sei bem. E também não vos digo qual é a direcção que tenho planeada para isto. MUAHAHAHAHAHAHAHAHA, já passou.

P.S.: tentem lá adivinhar o nível de revisão que isto já levou; vou-vos dar uma pista, é um número menor que 1.

Excerto:

O bilhete nº3142998 caiu do bolso do Sr. Nélson Semedo às 07h27 do dia 29 de Setembro de 2016. Sempre foi distraído, o Sr. Nélson, e já não era a primeira vez que perdia um bilhete da lotaria. “E não vai ser a última, de certeza”, dizia-lhe sempre a Dona Lídia, empregada no café onde ia todos os dias tomar o pequeno-almoço. Claro que nunca se lembrava do nome do café.

Podia não ter sido muito grave, já que o bilhete lhe caiu do bolso à porta do café. O vento que se fazia sentir naquele dia é que deu a última machadada no assunto: pegou no bilhete ainda antes de ele chegar ao chão e empurrou-o suavemente para longe da porta. O Sr. Nélson bebeu o seu café, comeu a sua torrada e só se voltou a lembrar do bilhete no dia seguinte.

Mas ainda antes de se acabarem as torradas, o bilhete foi novamente soprado para mais longe, resvalando e volteando pela calçada fora, numa rua já a borbulhar de actividade matinal. Pés e pernas apressadas carregavam troncos cansados, braços desmaiados e cabeças sonolentas de um lado para o outro numa estranha coreografia não planeada.

Eram 8h53 quando o vento amainou e deu descanso ao bilhete. O Sr. Nélson já se tinha sentado à sua secretária e estava só à espera que o computador fizesse as actualizações necessárias antes de começar a trabalhar. Aproveitou para organizar alguns papéis, no meio dos quais encontrou um recibo de que andava à procura há duas semanas. Típico.

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