Pensa o Bófia de que… (Elsa Leal)

… É pena que não se aproveitem as nossas raízes culturais para se escrever mais sobre elas.
Não tenho assim tanta coisa publicada, para que percebam a importância que as nossas raízes assumem para mim. Será, talvez, importante começar por explicar que sou formada em Guias-Interpretes Nacionais (curso hoje chamado de Informação Turística), daí que seja apaixonada pela nossa História e pela nossa Cultura.

Estou a reler a História de Portugal desde há umas semanas para cá e foi inevitável dar por mim como que a criar enredos na minha mente!

A Península Ibérica é uma fonte riquíssima de culturas e cenários para qualquer escritor, seja qual for o seu género literário.

O Joel G. Gomes há uns meses atrás mostrou-se um site onde era mencionada a escrita tartéssica e o facto de se desconhecer praticamente tudo sobre esta civilização, o que impossibilitou a tradução do pouco património escrito que nos deixaram. Na altura desconhecia-a por completo, mas há umas semanas deparei-me com esta misteriosa civilização mencionada nos livros de História. E fiquei fascinada com uma das lendas que lhe associam.

A ocupação romana e a resistência do lusitano Viriato, já fizeram a delicia de alguns escritores (como o falecido João Aguiar) porém um homem capaz de tamanhas lutas, não poderá ter lugar em novas aventuras épicas?

E os nossos Castros ou a herança megalítica que se encontra espalhada pelo país? Porque não usá-los em cenários cheios de portais para outros mundos? (Quanto a isto, note-se que por acaso até estou a fazê-lo, eh eh eh)

O nosso rei D. Afonso Henriques, aparece-nos muito bem caracterizado pela escritora Maria Helena Ventura no seu livro “Afonso, o Conquistador” e posso dizer que este livro foi em boa parte o “culpado” por eu ter conseguido finalmente perceber alguns contornos do seu reinado e das suas decisões. Caramba, poderia ser feita uma mini-série com os seus feitos!

Temos as intrigas das Cortes, que são tão intrincadas e sangrentas como noutro país qualquer (Rui, major wink for you). Os filhos ilegítimos dos reis. As esposas repudiadas, em deterimento de  outras, em prol de vantagens políticas e favores da Igreja?

E o que dizer das nossas lendas, algumas das quais associadas às cidades mais importantes do país? Ou dos nossos santos e dos seus milagres? Ou dos monumentos associados aos Cavaleiros Templários ou a Maçonaria?

Posso dizer que tenho planos para algumas mini-séries de contos com base em muitas das nossas raízes. Já usei personagens baseados nos Pauliteiros de Miranda (os Anciãos, do “Condutores de Almas”) e cenários rurais, que vão do Alentejo profundo ao acidentado relevo do Norte (work in progress).

Ainda assim, poderia escrever a minha vida toda e se calhar conseguiria escrever material bem diferente de conto para conto, tal é a riqueza do nosso espólio.

Fica a sugestão.

Quem sabe daqui a uns tempos, não me passa pela cabeça escrever um roteiro turístico dentro destas temáticas para a nossa capital? (She sighs, looking to all the stuff she still has to read tonight…and still, she dares to dream.)

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