Vistoria Policial: RISE OF THE PLANET OF THE APES, de Rick Jaffa, Amanda Silver and Rupert Wyatt

rise-of-the-apesTítuloRise of the Planet of the Apes
Ano: 2011
Escrito por: Rick Jafa e Amanda Silver
Realizado por: Rupert Wyatt
Com: Andy Serkis, Karin Konoval, Terry Notary, Richard Ridings, Christopher Gordon, Devyn Dalton, Jay Caputo, James Franco, Freida Pinto, John Litgow, Brian Cox, Tom Felton, David Oyelowo, Tyler Labine
Duração: 1h45m

Sinopse: Movido por fervor científico e emocional, um jovem cientista sintetiza um vírus capaz de regenerar neurónios e devolver capacidades mentais, mas também capaz de as desenvolver para lá do seu nível normal. Descobre-o da melhor maneira, com um jovem chimpanzé chamado Caesar, mas também da pior maneira, ao ver Caesar liderar uma revolta contra os humanos…

Veredicto (de Rui): Remake? Prequela? Um bocadinho de ambos, não é verdade? E se estas coisas deviam muitas vezes ser deixadas sossegadas, acho que este não é o caso. Sendo muito directo: isto é um bom filme. Pronto, está bem, eu achei isto um bom filme.

Lembro-me das críticas na altura em que estava para sair: ia ser um festival de CGI, com efeitos especiais a mais a estragarem algo que já tinha estragado por sequelas e remakesreboots e este filme ia ser só bater no ceguinho com a própria bengala.

Podia bem ter sido. Mas as maravilhas da tecnologia não desapontaram e deram o melhor apoio possível a um filme bastante sólido, com as suas falhas, como todos (não se abatem todos os animais por um se ter passado dos carretos; que raio de medidas de segurança é que a companhia tem implementada para deixar que aconteçam aquelas desgraças todas?), mas a história é consistente e evolui bastante bem, e ninguém caiu no erro de tirar o protagonismo de Caesar, obviamente protagonizado por Andy Serkis.

Sim, a personagem  principal é muito claramente um chimpanzé incapaz de comunicação verbal durante a maior parte do filme. Os primatas comportam-se todos como os primatas que são (tirando alguns humanos, que parecem ser mais irracionais do que deveriam), e o filme não tem medo de longas sequências sem falas.

Toda a história secundária da personagem de John Litgow, pai da personagem de James Franco, também recompensa. Um pianista brilhante que luta contra o Alzheimer não só realça as lutas de Caesar, cuja mente percorre o caminho inverso ao do Alzheimer, como permita algumas situações extremamente pungentes, quando a cura começa a falhar.

Por fim, o filme segue o trajecto até um fim algo corajoso e bem encenado. Nem tudo fica bem, e as personagens têm todas que fazer escolhas e, surpresa, são escolhas que fazem sentido.

Só é pena que os filmes demorem tanto a fazer: qualquer outra saga com este sucesso e qualidade já teria feito uns cinco filmes no mesmo espaço de tempo em que esta fez dois, quase três. Mas se é isso que é preciso, bem, eu espero.

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