Vistoria Policial: V for Vendetta, de James McTeigue

v_for_vendetta_remix_by_sacrificialsTítuloV for Vendetta
Ano: 2005
Escrito por: David Lloyd, Lilly Wachowski, Lana Wachowski
Realizado por: James McTeigue
Com: Natalie Portman, Hugo Weaving, John Hurt, Rupert Graves
Duração: 2h12m

Sinopse: In a future British tyranny, a shadowy freedom fighter, known only by the alias of “V”, plots to overthrow it with the help of a young woman.

Veredicto (de Júlia): A primeira vez que vi este filme achei que era fascinante. Conhecia de nome o livro, folheava-o nas livrarias e ficava cheia de vontade de o ler, mas ainda não o tinha feito. Depois li o livro e rendi-me completamente. Entretanto estou para reler – agora em português, na edição que saiu da Levoir e que até deu para conhecer o David Lloyd – mas nos “entretantos” vi o filme mais uma vez.

Por muito que o contexto apresentado seja criado por forma a ter uma base diferente da “nossa realidade” é fácil de ver o paralelismo e mais fácil ainda de ver toda a crítica que a obra incita.

O filme, especificamente, ganha muito pelo elenco escolhido. Tiro o meu chapéu hipotético ao Hugo Weaving, que não precisa de mais provas para ser um dos “reis dos nerds, que mesmo sem nunca tirar uma máscara consegue criar uma personagem absolutamente genial e com muito mais emoção e complexidade do que tantos que mostram muito mais. Relevo também à Natalie Portman que no seu ar muito pequenino cria uma personagem tão grande.

Durante todo o filme há uma aura de mistério que nunca se dissipa completamente, há um símbolo, uma imagem forte que é criada para representar mais do que a si própria e que tem uma força tremenda, de tal ordem que deixa de ser relevante sabermos mais do que aquilo. Porque já é tanto, já está ali a parte fundamental do que temos de saber dela, tudo o resto é absolutamente irrelevante.

E isso nota-se até pelo levantamento de “quotes” que é feito desta obra. Desde o muito sonoro “Remember remember, the 5th of November, …”, passando pelo “People should not be afraid of their governments. Governments should be afraid of their people.”, ou acabando no “Beneath this mask there is more than flesh. Beneath this mask there is an idea, Mr Creedy. And ideas are bulletproof.”. Com as últimas duas podíamos perfeitamente perceber o sentido de tudo isto. E o triste, ou não, é ver a realidade por detrás destas palavras, e ver que por muito que o V seja um louco, é capaz de ser um louco muito necessário.

De qualquer das formas, não consigo nem de longe fazer jus àquilo que é este filme, e este livro, mas sem dúvida que é das obras máximas e absolutamente imperdíveis a qualquer pessoa. Gostemos ou não do Alan Moore, este tipo sabe o que faz!

 

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