Beterraba: A Vida numa Colher, de Miguel Rocha

25221879Título: Beterraba: A Vida numa Colher
Autor: Miguel Rocha
Publicado por: Levoir
Ano da Edição: 2015
Páginas: 120

Sinopse: Olegário, um patriarca alentejano, luta contra a avareza do solo, que nada lhe permite cultivar, e a crueldade do destino, que lhe nega o filho varão que tanto deseja, tentando moldar a terra que o rodeia à sua ambição. Uma história simultaneamente épica e intimista, a meio caminho entre o neo-realismo e o realismo mágico sul-americano, marcada pelas cores quentes do Alentejo, e que no Festival de BD da Amadora de 2004 arrebatou os prémios para Melhor Livro e Melhor Desenho. Beterraba poderia ser a história de mais uma família pobre, num Alentejo atrasado durante o Salazarismo, não fosse o cunho algo alucinado e surrealista que Migue Rocha introduz na sua narrativa, enchendo-a de estranhas personagens e eventos, que tornam este livro em muito mais do que um simples romance do mundo rural. São sinal disso a bizarra tempestade quase diluvial que assola a propriedade de Olegário, os motivos semi-africanos da escrita que as muitas filhas dele inventam, depois de crescerem numa espécie de isolamento selvagem, e as construções fantásticas e grandiosas que o obcecado patriarca da família vai construindo naquela planície árida e batida pelo Sol, enquanto sonha com as suas plantações de beterrabas…

Veredicto (de Júlia Pinheiro): Não há maneira de gostar deste livro. Li-o há já uns dois ou três anos pela primeira vez e não consegui achar-lhe piada. Agora, já que saiu na colecção de Novelas Gráficas da Levoir voltei a pegar-lhe e a diferença não foi nenhuma.

Conta uma história, que até podia ser interessante mas que não é. A arte é diferente e muito característica do autor mas se funciona bem noutros livros neste acho que é um ponto fraco. Há muito jogo de cores, mais do que a definição daquilo que estamos a ver mas perde-se parte do que poderia cativar a leitura. Torna-se seco, sem grande entusiasmo associado à leitura. Posso ser eu, mas já li outros livros de Miguel Rocha e embora nunca tenha ficado muito fã de nenhum, há alguns que até consigo achar piada. Mas este em específico não consigo gostar.

A história de um tipo que nasce e morre casmurro, que tem de levar para a frente aquilo que quer sem olhar a meios. Consegue arrancar os baldios da aldeia para ele, sem lhe ter direito, e deles arranca beterrabas (muitas beterrabas), de onde ninguém arrancava nada. Cria a casa e a família dele isolado de toda a gente e isso faz com que as filhas sejam vistas como “bichos do mato” e que acabam por despertar muita curiosidade nos moços da aldeia.

Acho que a história a passar conseguiria ser interessante se noutros moldes, porque bem espremido não dá muito sumo. Nem de beterraba.

Insultos, elogios ou sugestões, clique aqui.

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s