Pensa o Bófia de que… (Júlia Pinheiro)

… a minha relação com livros estranhos começa a ser muito flagrante.

Desde pequena que me apercebi que gostava das coisas que eram consideradas estranhas, via interesse em livros e filmes que a maior parte das pessoas achavam que não deviam ser lidos / vistos por uma pessoa pequena, e muito menos por uma menina.

O que fui escrevendo nas minhas ideias mirabolantes eram sempre coisas que nem tinha a quem mostrar para não escandalizar ninguém e os meus gostos, ao contrário do que chegou a ser dito, não mudaram muito dessa altura até agora.

Entretanto conheci outras pessoas que gostam de coisas estranhas como eu e com as quais consigo falar sem ser julgada ou olhada de lado. O que vale é que há livros que ainda por cima me ajudam por ser estupidamente engraçados.

Na Feira do Livro de Lisboa deste ano comprei um livro que namorei desde que o vi: 101 coisas para fazer (Depois de morrer). Isto é tão engraçado que não dava para resistir. A minha mãe quando lhe mostrei riu-se com gosto ao mesmo tempo que olhava para mim com ar de “Tu não mudas”. São os 101 passos a dar depois de morrer, desde seguir a luzinha branca até dar um terço da alma para ser defendido no Juízo Final pelo Advogado do Diabo…

Felizmente arranjei um namorado que me percebe e que me dá prendas interessantes. Se não analisemos a última: um livro chamado Grave Humor. Esta pérola é só composta de fotos de campas engraçadas, como alguém que em vez de um santinho ou uma cruz como se vê tanto por cá tem uma estátua de um parquímetro, ou alguém que disse com muita sapiência e o viu imortalizado na pedra tumular “I knew this would happen”.

Quando andava no secundário tinha de apresentar um livro à turma e escolhi um dos meus livros preferidos A Vida Misteriosa dos Cadáveres da Mary Roach. A minha nota não foi completa porque o livro “não era bem um tema que devesse ser apresentado”… O livro é sobre os diferentes processos naturais que acontecem num corpo depois de morto e sobre as diferentes formas que existem de fazer alguma coisa com ele, desde ser utilizado para treinar cirurgias até serem transformados em sabonetes. Sendo que acabei como Engenheira Biomédica não acho estranho que o livro me tenha parecido absolutamente fascinante.

Isto entrando muito no campo de falar de mortos, podia falar dos monstros brutais e sanguinários que hoje fazem  filmes para adolescentes pulsantes de hormonas e senhoras de meia idade na mesma situação; ou podia falar de serial killers (sobre os quais tenho uns poucos de livros) que o caso era o mesmo.

Resumindo, as pessoas que e conhecem já me mandam as coisas estranhas que vão aparecendo e chego a receber a mesma coisa, dita “estranha”, de 3 ou 4 pessoas diferentes que apenas me dizem que viram logo que ia ser a minha cara. Não sei se isso é bom ou mau, mas pelo menos é engraçado. Ou estranho…

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