Vistoria Policial: Shameless (U.S. Version)

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Título: Shameless (U.S. Version)
Ano: 2011 – …
Criado por: Paul Abbott, John Wells
Com: William H. Macy, Emmy Rossum, Justin Chatwin, Ethan Cutkosky, Shanola Hampton, Steve Howey, Emma Kenney, Cameron Monaghan, Jeremy Allen White, Laura Slade Wiggins, Joan Cusack, Emma Greenwell, Zach McGowan, Noel Fisher, Jake McDorman, Emily Bergl
Género: Drama/Comédia
Número de episódios: 12 (por temporada)
Duração: 50 min. (aprox.)

Veredicto (de Rui Bastos): Normalmente sou um bocado avesso a adaptações desnecessárias, como é o caso das séries e filmes que são adaptados de país para país. A maior parte das vezes não percebo o sentido. Vejam o caso dos filmes baseados na série Millennium, do Stieg Larsson. Há uma versão sueca, na língua original dos livros, e uma versão americana.

Será que as diferenças culturais tornavam esta adaptação assim tão necessária? Não sei, mas sinto-me muito tentado a dizer que não. É como algumas adaptações de mini-séries e novelas que se fazem por cá, embora esses casos tenham desculpas mais aceitáveis.

Portanto, sou avesso. E no entanto, cá ando eu, satisfeito da vida, a libertar neurotransmissores dos bons graças a Shameless, uma adaptação americana de uma série britânica! Existem poucos transgressores piores! São feitas literalmente na mesma língua!

Mas a verdade é esta: cheguei a ver alguns episódios soltos da versão original, ainda na SIC Radical, mas quando descobri a versão americana, não tive hipótese. Havia ali qualquer coisa que me chamava e que me atraía… Lá decidi começar a ver e que querem que vós diga, é estranhamente satisfatório.

Os temas que a série aborda, a evolução da história e as personagens nem sequer são, de forma individual, nada que me chamasse a atenção. Mas o conjunto tem qualquer coisa. É uma mistura curiosa entre drama familiar levado a extremos absurdos e comédia fácil. Todas as personagens tomam decisões profundamente idiotas, têm vícios e estilos de vida reprováveis, no mínimo, e uma das personagens mais centrais, Frank Gallagher, pai de meia dúzia de outras personagens principais, repugna-me profundamente.

Talvez seja o carisma de William H. Macy, como Frank, que salva a coisa, ou a brilhante Joan Cusack como Sheila, ou talvez seja a forma como todas as personagens estão bem escritas e, nos casos em que não parecem reais, são pelo menos caricaturas aceitáveis.

Ou então é o carácter disperso mas imersivo que serve como forma de escape. Não consigo identificar, mas qualquer coisa me atrai de forma impressionante para esta série. Já vi 3 temporadas, e as outras não devem esperar muito, e a vocês aconselho a que façam o mesmo e experimentem.

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